quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Fotografia II



Fotografia é poesia estática, mesmo que em movimento.
É um clique no momento certo, mesmo sem hora marcada.

Uma história parada, muito além de palavras. 
Um jeito único de contar o que se foi.

Fotografia é uma lembrança perfeccionista gravada...
Em um piscar de olhos, olhos atentos!
Música para os olhos, ver com tons e sentimentos. 

É a eternidade de um momento único...
Pelo olhar da alma de outro alguém.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Rodopiando

Rodopia minha vida
Nostalgia de trás pra frente.
O futuro a Deus pertence,
Já dizia minha mãe...
Com seu ar de ironia. 

Eu que nasci quase ontem,
Não duvido do destino.
Faço dele melodia,
Pra dançar desajustada.

Dos tombos que levei 
Nem te conto... 
Escrevi de tinta azul,
Pra lembrar meu ponto alvo.
Nem o céu será limite.

domingo, 4 de junho de 2017

Do que sou...


Sou algo que não nasceu... 
Bomba armada largada no chão.
Estrada sem sinalização,
Melodias não descobertas.

Sou o palco do teatro...
O palhaço irônico, 
A poeta inquieta.

Sou tudo que cismei ser...
Sem desabrochar por completo. 
Sou um mistério profundo 
Em minha cotidiana descoberta. 

Leia-me com cuidado! 
Não me dispo pra qualquer um.
Sou tempestade que cai aos poucos.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Fotografia...


Do lado de cá, sou eu...
Você não sabe mas também estou aí! 
E o seu olhar é meu...
Sou um clique em pouco movimento,
Se desmanchando, se desfazendo... 
Meu espelho imaginário, a câmera. 
Me reflete em suas lentes!
Me reflete fotografia!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Coragens fugitivas....



Pra ser sincero...
Também não sei muito bem o que estou fazendo.
A vida me obrigou a ter força no meu passo largo,
e me presenteou com sorte de caminhos pra seguir.

Pra ser sincero... 
Sou só mais um inseguro na multidão...
Tentando segurar a insegurança e seguindo com ar de quem sabe.

É preciso ter coragem pra aprender... 
É preciso ter coragem pra não saber e mesmo assim seguir.
E é preciso acima de qualquer bobagem, driblar o susto que engole a coragem!

domingo, 16 de abril de 2017

Adentro...



Estou em crises de ansiedade, por estar ansiosa...
Estar ansiosa é o que me deixa mais ansiosa.
Hoje fez um dia bonito lá fora...
Mas daqui de dentro, o MEU EU não quis sair.
Eu disse: - Vamos dar uma volta! ...
- Hoje você não sai! Respondeu  MEU EU.

Não desobedeci nem perante ao tédio...

Ficar jogada no tapete da sala noite adentro,
logo tornou-se decreto consumado.
Segui o meu destino cruel...
Já passava 48 horas de lamento,
reclusão e nada feito.
Quando então veio um papel!.
Documento de soltura do réu!

Lá dizia...

Diante tamanha repetição e agonia,
Dou-lhe direito a um passeio!
Com a seguinte condição...
Pegue lápis e papel! Me escreva algumas linhas...
Uma crônica ou uma rima, uma história ou um conto!
Que prometo que lhe conto,como se livrar de mim.
Ass: Ansiedade.

E aqui estou.


(Obrigada Ansiedade por me fazer escrever.)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Sem nome...



Me roeu as unhas, me levou o sono,
me endoideceu...
Repete o pensamento, repete, repete, repete...
E eu repito, pare de repetir!
Pensando sobre o cansaço da repetição,
que insiste em pensar repetidamente.

Mantenha o controle! Mantenha a postura,
não roa unha, não roa alma, não fume...
Não me leve tão longe do que sou.
Não vire um animal irracional descontrolado...
Se acalme, se adestre, se contenha, se engula.
Seja adulto, seja calmo, seja falso, frio e bom.

Um discreto socorro grita quietinho,
no barulho entre eu e eu mesma...
Socorro! Desculpa! Socorro! Desculpa... Socorro!
- Desculpa... Às vezes eu não posso te ajudar,
você sou eu quando se perde...
- Não ligo, me drogue! Me sede!
Me engane com comprimidos...
Me leve a um doutor formado em arrumar pessoas!
Me faça parecer normal!

E os outros? Assistem minha cara de paisagem,
enquanto não me escondo da realidade...
Por ser uma ótima atriz pra plateia,
enquanto o meu mundo se quebra
e sou engolida pela ansiedade,
continuo fingindo normalidade.

Você não sabe nada sobre mim,
Você não sabe...
Da guerra silenciosa que explode diariamente,
Você não sabe...
Ninguém sabe, e morrerei desconhecida.
Eu sempre soube...

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Lua em Vênus...




Me fez falta as noites de céu azul...
A brisa a me fazer um falso frio de outubro, 
meu tempo confortável...

Olhar as luzes de cima de um lugar qualquer
e escrever sem me preocupar em falar bonito,
Sobre algo bonito que não sei descrever.

Me fez falta, o tempo das solidões sóbrias,
cheias de loucuras controláveis 
das quais eu sei enjaular.

A música do meu silêncio entorpecente...
O tocar da repetição do meu renascer,
Escondido no que sou e no que me torno.

O meu passar de vida nos olhos...
Como se eu pudesse me orgulhar das dores que venci.
Como se realmente importasse de onde eu vim...
Como se mais nada nesse mundo pudesse me parar!
Como se eu fosse a órbita de uma loucura combinada
De sonhos a se realizar.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Asma...





Minha cabeça anda oca,
Mas cheia de preocupações. 
Criei uma ruga entre a testa, 
Envelheci por puro cansaço
De continuar cansada.

Os 20 cigarros do maço já não me bastam...
Não escrevo versos carinhosos de fim de tarde. 
Não sou bobagens de sábado em pleno domingo.
Hoje sou mês de chuva, e já faz tantos meses.
Só chove...

Me perdi no turbilhão da falta de calmaria.
Nunca fui exemplo de persistência...
Desisti faz tempo, do tempo que não muda.
Virei preguiça repetida, só por precaução...
Enquanto durarem os pulmões.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Repetições do azar...




Eu fui um erro ao nascer...
Mas tive tudo para dar certo. 
Me transformei em um fracasso, 
Do qual eu não sei desistir...    
Por ser daqueles cismados,
Que espera a sorte mudar.
Eu continuo esperando...
Mesmo não acreditando em sorte!
Essa é a minha quase sorte, 
No meio de tanto azar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Anormalidade cotidiana...-




O mundo anda chato,
As pessoas andam um porre, 
E meu amor tá com preguiça.        
A medida que meu conto de fadas morre,
Morro junto, literalmente.

Eu já chorei demais, hoje estou seguindo só...
Peguei bode de você, e de tudo que eu gostava.              
Não quero ir embora, tão pouco continuar...
Eu quero matar o meu sono de sonhos,
Eu quero dormir sem parar pra acordar.         

Quero esquecer do que não foi da forma que eu escrevi. 
Pra ser sincera nem sei quando a coisa desandou,
Me lembro de não ser tão assim...
Mas minha esperança é estilo bipolar,
Manhã acorda, na outra desmaia, e por aí vai.

Até posso assumir um certo exagero,
Mas que culpa eu tenho?
Não nasci pra esse mundo lento, 
Essa falta de evolução me mata!
E se não caibo no mundo,
O que me resta é morrer!

Eu, na morte lenta de quem não se mata...
Afogada em dias de esperança, 
Sufocada em dias de desgraça.
Aguentando com ar de sobrevivente...
Filosofando sobre a normalidade disso,
Inconformada com a normalidade disso.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Insignificâncias



Meu silêncio é um acúmulo 
de insignificâncias que se calam...
Na ponta do lápis a tristeza 
que não se escreveu, entupiu. 

Às vezes um silêncio
 é só um silêncio.
Às vezes um silêncio
 é um grito solitário...

De quem calou,
por preguiça
 De repetir demais.


domingo, 21 de agosto de 2016

Desconstrução



Não somos mais que nossas histórias,
Nossas escolhas, nossas memórias.
Não somos mais do que momentos 
Na soma de segundos, minutos e horas...
Somos a junção de datas que correm,
Em números de um calendário inventado.

Não somos mais do que nossos erros,
Acertos e repetições, o feito e não feito.
Não somos mais do que nossas prisões... 
Fugas inconscientes, loucuras inconsequentes.
Somos nossa imaginação cambaleando...
Por cima da realidade, cambaleando por cima de tudo.

Somos nosso mundo inteiro em construção,
Desconstruindo regras entre a evolução. 
Somos nosso mundo inteiro em desconstrução,
Desfazendo vida com a própria vida...    
Vivendo e morrendo no passar dos dias...
Na mentalidade de animal racional que pensamos ser.

sábado, 13 de agosto de 2016

Afogada em letras


Nada como uma boa escrita,
Para uma tristeza mal enxugada.
Molha o papel, lava alma, letra por letra...
Uma faxina sentimental, visceral, literal.
Não mente o que se escreve com gosto,  
Mesmo que seja desgosto.

domingo, 3 de julho de 2016

Letra largada...



Faz tempo que não me vejo 
No espelho que vem da escrita. 
Faz tempo que não te conto segredos inventados... 
Verdades exageradas, e contos de devaneios 
Da minha imaginação.
    
Faz tempo que me calei, pro mundo que eu criei...
São estações quietinhas de pura introspecção.
Boca calada e mente confusa...
Um quebra cabeça da inquietação.     

Aqui estou, acumulando rascunhos,
Nos dias que passam e apagam...
Mas já não me reconheço naquela letra largada,
De quem não quer se mostrar.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Dói

Eu gostaria de desfazer todos os nossos erros, 
em um abraço cheio de certezas...
Mas simplesmente não dá.
Apenas dói!
Dói como a morte que ainda não morri,
apesar da vontade...

De parar de amar
Ou
Começar a morrer...
Talvez ambos.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Troço



Eu sou um troço desses que sente...
Sofre, explode e cansa,
Persiste e sobrevive.

Eu sou um troço desses que fala...
Com sentido, sem sentido,
Mas sempre sentindo exageradamente.

Eu sou um troço desses que chora...
Como se o mundo fosse acabar,
E talvez se fosse, choraria um pouco menos.

Eu sou um troço defeituoso...
Esperando um comprimido que faça dormir!
Porque tem cansaço que também mantém acordado.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Crônica DELA...




E de repente são quatro paredes e um mundo vazio, transbordando "ELA". 
Ela gosta de ler, de escrever, são folhas de livros lidos e não lidos...
Prateleira cheia, cadernos escritos e poesias mal acabadas.

Ela, sou eu pelos cantos, me esvaindo em músicas repetidas...
Das quais nem sei cantar e por isso repito.
Grita, a necessidade de me expressar.

Travesseiros a mais para rolar menos, pela cama que acolhe devaneios.
Não dorme, sacode a mente noite adentro de si, se perde...
Se acha, se engana, progride, regride, vomita e engole coragens. 
Com ar de arrependimento por pensar demais e agir de menos.

Agora vencida pelo cansaço ela desliga o relógio, e dorme o resto do dia...
Até que a sobra seja quase noite, e assim repetir seus dilemas repetidos.
Como pode um cansaço ser tão agitado? Não sei...

Dentro de um quadrado de miscelâneas e agonias, sem sal, açúcar ou ouvinte...
Ganha de si a atenção que não tem, é o caminho que encontrou para amortecer.
A sua estranha forma de ser...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Eu que não sou...




No rosto que não é meu,
Nas roupas que não me servem.
A foto que eu não tirei,
Na pose que não é minha.
Sorriso que eu não sorri,
Tristeza que eu não chorei.
De um jeito que eu não falei,
Dos hobbies que eu nunca tive.
Cabelo que eu não cortei,
E os riscos que eu não sofri.
Os drinks que eu não bebi,
Em um canto que eu nunca fui.

Te encontro olhando...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Meio inteiro...


O amor é meio rima à toa,
Tentativa de poesia...
Literatura, novela das oito,
Meio música pela manhã.

Capturando no piscar de olhos...
Seu jeito nos afazeres mais simples.
Para assistir em um filme de repetir
Os detalhes de conhecer seus trejeitos.

O amor é meio clichê, meio brega,
Mas completamente feliz...
A ponto de matar de inveja,
Sujeito que não sabe ser bobo.

Não há linha de estrofe que caiba
A sorte desse sorrir carinhoso...
Do coração que encontrou motivo,
Junto ao coração do outro.