sexta-feira, 12 de maio de 2017

Coragens fugitivas....




Pra ser sincero...
Também não sei muito bem o que estou fazendo.
A vida me obrigou a ter força no meu passo largo,
e me presenteou com sorte de caminhos pra seguir.
Pra ser sincero...
Sou só mais um inseguro na multidão...

Tentando segurar a insegurança e seguindo com ar de quem sabe.
É preciso ter coragem pra aprender... 
É preciso ter coragem pra não saber e mesmo assim seguir.
E é preciso acima de qualquer bobagem, driblar o susto que engole a coragem!

domingo, 16 de abril de 2017

Adentro...



Estou em crises de ansiedade, por estar ansiosa.
Estar ansiosa é o que me deixa mais ansiosa.
Hoje fez um dia bonito lá fora...
Mas daqui de dentro, o MEU EU não quis sair.
Eu disse: - Vamos dar uma volta! ...
- Hoje você não sai! Respondeu  MEU EU.

Não desobedeci nem perante tédio...
Ficar jogada no tapete da sala noite adentro,
logo tornou-se um decreto consumado.
Segui o meu destino cruel...
Já passava 48 horas de lamento,
reclusão e nada feito.
Quando então veio um papel!.
Documento de soltura do réu!

Lá dizia...
Diante tamanha repetição e agonia,
Dou-lhe direito a um passeio!
Com a seguinte condição...
Pegue lápis e papel! Me escreva algumas linhas...
Uma crônica ou uma rima, uma história ou um conto!
Que prometo que lhe conto,como se livrar de mim.
Ass: Ansiedade.

E aqui estou.

(Obrigada Ansiedade por me fazer escrever.)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017



Me roeu as unhas, me levou o sono,
me endoideceu...
Repete o pensamento, repete, repete, repete...
E eu repito, pare de repetir!
Pensando sobre o cansaço da repetição,
que insistente em pensar repetidamente.

Mantenha o controle! Mantenha a postura,
não roa a unha, não roa a alma, não fume...
Não me leve tão longe do que sou.
Não vire um animal irracional descontrolado...
Se acalme, se adestre, se contenha, se engula.
Seja adulto, seja calmo, seja falso, frio e bom.

Um discreto socorro grita quietinho,
no barulho entre eu e eu mesma...
Socorro! Desculpa! Socorro! Desculpa... Socorro!
- Desculpa... Às vezes eu não posso te ajudar,
você sou eu quando se perde...
- Não ligo, me drogue! Me sede!
Me engane com comprimidos...
Me leve a um doutor formado em arrumar pessoas!
Me faça parecer normal!

E o outros? Assistem minha cara de paisagem,
enquanto não me escondo da realidade...
Por ser uma ótima atriz pra plateia,
enquanto o meu mundo se quebra
e sou engolida pela ansiedade,
continuo fingindo normalidade.

Você não sabe nada sobre mim,
Você não sabe...
Da guerra silenciosa que explode diariamente,
Você não sabe...
Ninguém sabe, e morrerei desconhecida.
Eu sempre soube...

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Lua em Vênus...




Me fez falta as noites de céu azul...
A brisa a me fazer um falso frio de outubro,
Meu tempo confortável...
Olhar as luzes de cima de um lugar qualquer
E escrever sem me preocupar em falar bonito,
Sobre algo bonito que não sei descrever.

Me fez falta, o tempo das solidões sóbrias,
Cheias de loucuras controláveis 
Das quais eu sei enjaular.
A música do meu silêncio entorpecente...
O tocar da repetição do meu renascer,
Escondido no que sou e no que me torno.

O meu passar de vida nos olhos,
Como se eu pudesse me orgulhar das dores que venci.
Como se realmente importasse de onde eu vim...
Como se mais nada nesse mundo pudesse me parar!
Como se eu fosse a órbita de uma loucura combinada
De sonhos a se realizar.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Asma...





Minha cabeça anda oca,
Mas cheia de preocupações. 
Criei uma ruga entre a testa, 
Envelheci por puro cansaço...
De continuar cansada.


Os 20 cigarros do maço já não me bastam...
Não escrevo versos carinhosos de fim de tarde, 
Não sou bobagens de sábados em pleno domingo.
Hoje sou mês de chuva, e já faz tantos meses.
Só chove...

Me perdi no turbilhão da falta de calmaria,
Nunca fui exemplo de persistência...
Desisti faz tempo do tempo que não muda,
Virei preguiça repetida só por precaução...
Enquanto durarem os pulmões.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Repetições do azar...




Eu fui um erro ao nascer, 
Mas tive tudo para dar certo. 
Me transformei em um fracasso, 
Do qual eu não sei desistir...
Nem tantas tentativas fiz ao correto.      

Por ser daqueles cismados
Que espera a sorte mudar,
Eu continuo esperando...
Mesmo não acreditando em sorte.
Esse é a minha quase sorte no meio de tanto azar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Anormalidade cotidiana...-




O mundo anda chato,
As pessoas andam um porre, 
E meu amor tá com preguiça.        
A medida que meu conto de fadas morre,
Morro junto literalmente.

Eu já chorei demais, hoje estou seguindo só...
Peguei bode de você, e de tudo que eu gostava.              
Eu não quero ir embora, tão pouco continuar...
Eu quero matar o meu sono de sonhos,
Eu quero dormir sem parar pra acordar.         

Quero esquecer do que não foi, da forma que eu escrevi. 
Pra ser sincera nem sei quando a coisa desandou,
Me lembro de não ser tão assim...
Mas minha esperança é estilo bipolar,
Manhã acorda, na outra desmaia, e por aí vai.

Até posso assumir um certo exagero,
Mas que culpa eu tenho?
Não nasci pra esse mundo lento, 
Essa falta de evolução me mata!
E se não caibo no mundo,
O que me resta é morrer!

Eu, na morte lenta de quem não se mata...
Afogada em dias de esperança, 
Sufocada em dias de desgraça.
Aguentando com ar de sobrevivente...
Filosofando sobre a normalidade disso,
Inconformada com a normalidade disso.