segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Asma...





Minha cabeça anda oca,
Mas cheia de preocupações. 
Criei uma ruga entre a testa, 
Envelheci por puro cansaço...
De continuar cansada.


Os 20 cigarros do maço já não me bastam...
Não escrevo versos carinhosos de fim de tarde, 
Não sou bobagens de sábados em pleno domingo.
Hoje sou mês de chuva, e já faz tantos meses.
Só chove...

Me perdi no turbilhão da falta de calmaria,
Nunca fui exemplo de persistência...
Desisti faz tempo do tempo que não muda,
Virei preguiça repetida só por precaução...
Enquanto durarem os pulmões.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Repetições do azar...




Eu fui um erro ao nascer, 
Mas tive tudo para dar certo. 
Me transformei em um fracasso, 
Do qual eu não sei desistir...
Nem tantas tentativas fiz ao correto.      

Por ser daqueles cismados
Que espera a sorte mudar,
Eu continuo esperando...
Mesmo não acreditando em sorte.
Esse é a minha quase sorte no meio de tanto azar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Anormalidade cotidiana...-




O mundo anda chato,
As pessoas andam um porre, 
E meu amor tá com preguiça.        
A medida que meu conto de fadas morre,
Morro junto literalmente.

Eu já chorei demais, hoje estou seguindo só...
Peguei bode de você, e de tudo que eu gostava.              
Eu não quero ir embora, tão pouco continuar...
Eu quero matar o meu sono de sonhos,
Eu quero dormir sem parar pra acordar.         

Quero esquecer do que não foi, da forma que eu escrevi. 
Pra ser sincera nem sei quando a coisa desandou,
Me lembro de não ser tão assim...
Mas minha esperança é estilo bipolar,
Manhã acorda, na outra desmaia, e por aí vai.

Até posso assumir um certo exagero,
Mas que culpa eu tenho?
Não nasci pra esse mundo lento, 
Essa falta de evolução me mata!
E se não caibo no mundo,
O que me resta é morrer!

Eu, na morte lenta de quem não se mata...
Afogada em dias de esperança, 
Sufocada em dias de desgraça.
Aguentando com ar de sobrevivente...
Filosofando sobre a normalidade disso,
Inconformada com a normalidade disso.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Insignificâncias



Meu silêncio é um acúmulo de insignificâncias que se calam...
Na ponta do lápis a tristeza que não se escreveu, entupiu. 
Às vezes um silêncio é só um silêncio.
Às vezes um silêncio é um grito solitário...
De quem calou por preguiça de repetir demais.