sexta-feira, 26 de junho de 2015

Em verde e creme...



Dormindo...
No quarto que não é quadrado,
De duas cores do meu agrado.
Do meu futuro eu já nem sei,
Meu endereço eu não descobri.

Dobrando a esquina é que eu me perco,
Olho pro lado, e na janela que nunca tive 
É que eu me acho...
Guardada dos meu perigos.

Eu faço sombra na parede,
Enquanto o sol bate no vidro...
Daquela fresta de cortina,
Que me acorda de manhãzinha, só de pirraça!
Pra me lembrar que disso tudo...
Não mando em nada, e o futuro, só amanhã. 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Desligada...



Não tenho escrito,
Meu escrever anda calado.
Ainda sinto...
Mas estou longe de explicação.

Foi o excesso 
Silenciando meu desespero. 
Para ter calma, 
Se esforçando para existir.
Uma saída...
Que me tirasse desse cansaço.

De tanto medo,
O próprio medo se acabou.
E tão perdido...
Quanto eu no que sentia, 
Foi se esvaindo...
Como eu que só sentia.
Diminuindo...
Enquanto eu, já não sentia, 
Mais tanto medo,
Do que podia acontecer.

Nós dois dormimos, 
E já não podemos acordar.
Faz falta a escrita,
O medo que é meu receio...
E os sentimentos, que desligaram,
Para não chorar.

sábado, 13 de junho de 2015