sexta-feira, 11 de julho de 2014

Toda espera...



Vem de mansinho, sem avisar...
Para me contar tudo que já sei.
Fala ao pé do ouvido,
Remexendo meus desajeitos,
Como quem chama para brincar.

Vem com cuidado!
Que já arrumei as mágoas.
Mas não há espaço infinito,
Que caiba nas minhas malas
Tanta bagagem.

Chegue sincero...
Com ar destemido de quem encanta.
Eu sou malandra e não me engano
Com qualquer farsa, não se desfaça,
Dos teus defeitos, nem ignore os meus.

Mas venha intenso!
Não lhe esperei para ser pouco.
Não chegue dividido,
Que não lhe tomo em frações...
Não quero nada que não seja muito.

Não se demore, é para ontem com toda urgência!
Que meu amor sempre foi pressa do amanhã.
O meu amor sempre foi pressa de existir.
O meu amor sempre foi pressa!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Barulho


.
Queria poder apagar um bocado de coisas,
No meio desse silêncio em que tropecei.
Me resgatar dessa calma controlada de não saber.

Queria escrever uma porção de linhas...
Contar como me sinto, debater até fazer sentido,
Pra poder me entender, desafogar, e parar de me importar.

Mas não tenho o que contar...
Além da vontade de ter uma janela pra ver a chuva cair,
E encostar minha incerteza em algum abraço seu.

sábado, 5 de julho de 2014

Balanços




Sentei no branco balanço de madeira, balancei.
Viajei, no ritmo das águas naveguei...
Ri da calmaria, como se me fizesse cócegas de paz.
Sorri, parei, refleti, mas que loucura vi, vivi.
Eu sou capaz de me perder e achar bom.
É que às vezes eu preciso de uma sacudida,
Já que paro de me mexer e nem percebo.
E essa inércia nunca me fez bem.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Devaneio controverso



Eu descobri que é cansaço.
Eu me cansei dos tombos, 
Eu me cansei das pessoas,
Eu me cansei dos machucados. 
Eu me fechei no meu mundo,
E agora, eu não sei como é ter alguém.
Não sei lidar com o perigo de esperar o outro.

Eu descobri que o que tenho é cansaço.
Eu não quero ser invadida, violada...
Eu não suporto a ideia de ter uma porta,
Não sei assistir partidas e me proibi das chegadas.
Nada mais que um desgaste pelos mesmos fatos,
Nada além do que preguiça de repetir os atos.

Eu aprendi a ser só, por ser seguro, eu me tranquei aqui.
Faltou coragem de deixar cavar espaço...
Por não querer criar um oco, do qual não sei tapar.
Sofro pelo motivo errado, ainda sofro, mas não sei se sei mudar.
Eu descobri que tenho medo, e continuo com o que não tenho.
Cuidando do meu caminho torto, e dos erros que descobri ser. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Mais além



É preciso sair correndo, ir para o alto, ficar tonto, ter vertigens,
Tombar no chão, se machucar, se apaixonar, se assistir...
É preciso viver, reviver, relembrar, errar, aceitar, acertar,
Suspirar, renegar, abandonar, voltar, abraçar.

É preciso sentir, amar, mesmo que doa até os ossos,
Para lembrar que é isso o que nos torna especial,
Nessa bagunça tão fria de ser mais um pontinho 
No meio de tanto assunto, no meio de tanto mundo,
No meio de tanto ponto, no meio de tanto, além de nós.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Hoje




Queria ouvir barulho de chuva no meu telhado.
Um tanto de esperanças nessas incertezas...
A paz de poder sentir e não se preocupar.
A paz de poder ser eu, sem interferências
Do que se cria de expectativas para o amanhã.

Hoje eu queria ser nada além do que já sou.
Mas deixar de lado todo medo que aprendi a ter...
Conseguir largar dessa mania de pensar demais,
E desligar desse meu lado que me faz tão mal.
Hoje eu precisava só do meu melhor.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Agora...



Eu deixei de ser saudade,
De tudo que a gente não foi.
E agora eu já não sinto falta,
De tudo que a gente não é.