terça-feira, 12 de novembro de 2013

Dia!



Aquele trecho no caminho de volta pra casa, que faz carinho na alma! 
Das coisas que não perdem graça, o amanhecer continua sendo meu predileto.

domingo, 10 de novembro de 2013

Dança...



Sou amante da solidão...
Não pela melancolia de estar só,
Mas pelo convívio carinhoso comigo mesma.
Aquietar em um canto onde eu possa me ver liberta,
Não me afetar pelo olhar do outro, e dançar pelos meus espaços.

sábado, 9 de novembro de 2013

Do que falta...




Me faltava lugar longe de casa,
Me faltava cansaço de verdade,
Me faltava abraço de amigo
E beijo de namorado...

Me faltava vontade de correr atrás,
Me faltava problema com solução,
Me faltava ver tanta coisa,
E me faltava tato pra achar...

Me faltava andar sem destino,
Viajar sem data de retorno...
Tomar banho de chuva, de mar e de amor.
Me lavar dessas mágoas passadas...

Me faltava falar sozinha em alto e bom som...
Pra poder me escutar, pra poder entender,
Pra poder me achar no meio desses meus silêncios.
Que só eu sei ouvir...

Me faltava sair do meio termo,
Cair do muro alto que é a indecisão...
Me faltava porto seguro,
E me faltava sair do chão...

Me faltava tanta coisa e ainda falta.
Dessas tantas que citei, nem metade consegui...
Comecei pelo querer, mas coragem não me falta,
Me faltava.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Vontades...




Quero ser arrastada por ventos de benquerer...
Pois não sossego até que minha vontade de ser feliz,
Se torne algo ainda maior que a realidade.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Máscaras...




Ainda me assusto com as caras e bocas que a falsidade faz...
Com o tempo a verdade vai derrubando as máscaras, 
Mas ainda não me acostumei com certas coisas,
Mesmo estando calejada pelos tapas que a gente leva...

Ainda me assusto com as deformidades de conduta,
Com o excesso de disputas entre aqueles que se julgam amigos.
Eu me perco na desconfiança, pela falta de esperança,
De ver em você, o que quero pra mim...

Ainda me assusto em me assustar com isso...
Nessa guerra onde ninguém ganha,
Já é comum os tapas que a espera traz,
O tempo perdido com o outro, e a decepção.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Recaídas...






A onde enfio esse amontoado de desculpas,
Que preciso lhe entregar com urgência?
Sem tempo de embrulhar pra presente,
Ou preparar palavras certas...

Perdões que pulam da culpa, caindo em nossos erros,
Pois vivemos em um mundo de complicações...
Lá fora tudo a nos condenar, aqui dentro a cena não muda.
Lhe peço desculpas...

Pelas tentações que criamos em volta do impossível,
Pelo olhos que fechamos na cara da realidade,
Pela nossa vontade de não dar importância,  
E pelos álibis infundados que nos enganam...

Como se estivéssemos errados em fazer o que dá na telha,
Na lata, no corpo, na cabeça, o que dá em nós? Não sei!
Mas as desculpas não calam, e a recaída é tão certa,
Quanto a culpa que sinto depois...

domingo, 3 de novembro de 2013

Sobriedade...



E é quando o silêncio se faz presente,
Que ouço o som dos meus barulhos.
Como se o dia afogasse a realidade
Nos vultos do cotidiano...

Na noite, me acho perdida em mim...
Ouvindo apelos de soluções improváveis,
Mágoas escondidas no meu braço que não torce,
E lágrimas que evitam cair...

Cambaleando em meus extremos,
Sem saber pra qual lado inclino...
Se o tombo me deixa mais forte? Não sei...
Mas a falta de queda também me faz mal.

Empurrar com a barriga nunca foi meu dom,
Mas tem sido o caminho adiante...
Não me culpo pela falta de ação,
Porém não aguento "um passo de cada vez".

Preciso correr pra algum canto,
Que acalme minha falta de senso, 
O medo do amanhã, e a vontade de fugir
Que só cresce.