segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Bagunça de ontem...



Eu não queria me sentir idiota, mas me sinto...
Por tudo que fiz ou deixei de fazer, por esse "nós" que perdeu o ritmo.
Por essa massa que passou do ponto, e desandou na distância, 
Que te fez um desconhecido para os meu braços...

Pelas comparações tolas que criei enquanto fechava os olhos, 
Pelos tapas que me dei no meio desse meu barulho.
Eu me perdi de ti e ficou claro na última noite, 
Eu não estava lá...

Queria estar, só para não ter que me atormentar com o ontem,
Não ter que pedir desculpas ao nosso futuro...
Eu não estava lá, perdida demais para lhe achar...
No meio dessas confusões e confissões, que só eu ouvi. 

sábado, 26 de outubro de 2013

Desistências...



Não quero te arrastar pelo monótono,
A minha falta de ânimo virou rotina...
Você não tem o dom, nem a vontade 
De reverter as minhas mágoas...

O cansaço bateu na porta da vontade que eu tinha de te amar,
E eu abri meu coração pra te assistir partir...
Não vou seguir seus passos, não quero motivos pra dor,
Podemos seguir nossas vidas...

Pode chamar de desistência, a coragem que foi embora sem avisar...
Pois te nomeei de perda, e faz tempo que não acredito em nós.
Vivo longe da indiferença, então posso dizer que me importo,
Aparentemente sozinha, fico por aqui...

Na luta de te apagar dos meu dias, dos meus planos, 
E da minha saudade que grita teu nome...
Desaprendendo a me lembrar de você,
Como se fosse fácil esquecer...

Mas é tanta coisa que já não é...
Que você virou apenas mais uma cisma minha,
Da qual tenho pra mim que passa,
Assim como todas as outras...

Desculpa te fazer de tão pouco, tão pouco é isso...
Na verdade eu queria que fosse diferente desse avesso que é.
Eu queria funcionando, queria sorrindo, queria pronto pra amar...
Mas não é a minha vontade que muda e alimenta a realidade.

O amor não é o querer de um, para dois...
É de dois para os dois, agora, amanhã e depois.
Não só na quarta ou domingo, feriado ou dia santo,
Tem que cuidar pra seguir, mas você largou no descaso.

Não vou tentar consertar, porque te perdi por ali...
Em um caminho do qual não sei voltar.
Pelo jeito você nem notou...
Mas viramos uma série de desistências.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Alvo...




Depender da responsabilidade alheia 
É o mesmo que pedir para que o outro 
Atire contra maça em sua cabeça, 
E torcer para que ele tenha boa pontaria.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Seus defeitos...




Talvez eu devesse dormir,
Quem sabe acalmar meu barulho.
Talvez eu devesse te apagar de novo,
Do meio das minhas bagunças.

Talvez eu tenha dado murro em ponta de faca,
Ao achar que seria fácil sumir com todas as mágoas,
Que criei pelos nossos desenganos
E meu excesso de planos...

Cultivei tristezas, e a culpa é minha...
Por acreditar em nós, eu pago caro.
Mas eu me desdobro na vontade de consertar,
Como se tivesse o dom de te refazer.


sábado, 19 de outubro de 2013

Sarjeta...



Ele vive ali, na sarjeta da confusão.
Perdido e quase sem nome, meio desapercebido...
Tentando amadurecer as contradições,
Na contramão que lhe contorce a vida.

Sossega na tristeza que é rotina,
E pisca como se pudesse acalmar o passar das horas.
Como se a demora adiasse os problemas do hoje,
Mas não há saída em ambos...

Já não pede ajuda, virou desistência,
Pelo seu costume e pela rejeição...
Está calejado dos tombos que leva,
Já não sente dor, nem levanta mais.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Silêncios...



Me incomoda suas não palavras,
Sua presente ausência que invade o nada,
E o esquecimento vai tomando os dias.

Eu calo o que grita na espera pra silenciar,
No canto da minha saudade que já não te reconhece.
A mágoa vai se enraizando... 

Aos poucos eu vou desistindo
Da tristeza que é sofrer por ti.
Tenho os meus orgulhos para carregar... 

Aos poucos vou largando ao léu
A bonita história que criei pra nós.
Mas me doí na alma te deixar assim.

domingo, 13 de outubro de 2013

Hoje de ontem...




Já não sei se hoje ainda é ontem ou amanhã,
Em minhas contas caberia um domingo, 
Só pelo desânimo do amanhecer,
Que acompanha minha falta de sorrisos.

Todo domingo é parecido, meio angústia, meio preguiça. 
Eu meio acordada no quarto, a luz apagada,
Agonia ligada no último, volume do meu padecer.

A tristeza no canto da boca, e o ponteiro do relógio,
Que insiste em segurar o passar das horas.
Me seguro em quinquilharias da minha imaginação cansada,
Se não me prendo em algo, despenco de mim.

E apesar dos pesares, ainda prezo pelo amanhã.