segunda-feira, 25 de maio de 2009

Distração




Vivo cada dia em minha ansiedade,
Na minha angústia constante....
Esperando que o mundo caia sob minha cabeça,
Ou que eu enlouqueça de uma felicidade insuportável.

Não gosto do meio termo,
Da serenidade e de calmaria.
Metade não é inteiro 
E eu quero tudo pra mim!

Tenho entrado em crise por falta de não sei o que.
Tentando tapar um buraco que não sei onde vai dar...
Ando olhando pro céu procurando respostas,
Pra centenas de perguntas.

Volta e meia derrubo cacos, 

E venho me machucar novamente...
A distração é inimiga dos que sonham alto.


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mundo Cor-de-Rosa





E hoje não consegui fingir risos,
Nem pouca simpatia aos que me abordaram.
Hoje tornou-se um dia de dor do início ao fim,
Reclamações atrás dos bastidores...
Forçadas palavras do script estipulado a mim.

Falhei meu papel de princesa ...
Faz tempo que sei que fora de cena o mundo não é cor-de-rosa.
Tanta gente me disse para brincar e sorrir como ontem,
Tanta gente indagou o motivo de tal semblante amargo.
Os conhecidos ainda não se adaptaram a receita espontânea do meu comportamento.
Para cada 3 pedaços de alegria e risos, uma pitada de tristeza e choro.

Às vezes as máscaras caem, e isso é natural.
Às vezes me sinto só, eu sei que isso é normal.
Às vezes choro as escondidas, pois é!
Ainda me assusto com a vida...

Vezes o que quero é ficar sozinha, esquecer a rotina.
Muitos não conhecem 1/4 do que sou, não ligo!
Não me importo de mostrar o que querem ver.
Sei que há poucos que me querem bem,
A maioria só se distrai com meu jeito de ser.

Tem dias que caiu na real, e tudo isso me faz tão mal...
Tenho que seguir e me alimentar dos restos que me sobram.
Faz parte do show.



sábado, 16 de maio de 2009

Segredo de uma Estrela



Se preciso for apelo pra as bebidas,
Apelo pra cigarros, pra lágrimas madrugais...
Mas não vou dizer a resposta,
Do que se pudesse me perguntaria.

Há respostas que é melhor não serem ditas,
E perguntas inquestionáveis a corações partidos.
Morra na dúvida, ou descubra meus segredos
Em alguma estrela perdida.



sábado, 18 de abril de 2009

Domingo





E amanhã ainda é domingo,
Vão acabar os cigarros,
Hei de ter derrubado o vinho...
Meu amor não vem me ver,
Simplesmente porque ele não existe.

São dez da noite...
Me perfumei pra quando a solidão chegar,
Ela eu sei que vem, sem rodeio algum...
Não vou dormir, a noite promete!

Seja lá onde estiver, lembre-se de mim...
Porquê? Ainda sinto sua falta.
Mesmo sabendo que não existe,
Não para mim...

Escrevo porque tira a angústia de tanto calar.
Não preciso de platéia para meu teatro,
Eu mesma escrevo e atuo...
Choro no final, como qualquer sentimental.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Improviso



Quero deitar de pernas pro ar
E fingir que nesse mundo nada me abala...
Essa é minha ambição no final do dia.
Nada de eu te amo, boa noite e bons sonhos.

Agora quero esquecer os problemas e curtir meu cansaço.
São tão poucas as horas que me dou ao luxo
De não me cobrar pelos meus poucos esforços .

Hoje o que quero é um comprimido de conformismo relaxante...
Ver o meu belo lado errante, e achar bonito não fazer direito,
Pelo simples relaxo do imperfeito.

Quem não se fadiga em demasiado
Correndo atrás do que acha bom pra si próprio?
Atire a primeira pedra quem não curte o sarcasmo de infligir as regras
De um bom convívio consigo mesmo.
No resto do dia só me alegra viver minha segunda personalidade,
Que tende pro lado descompromissado com a vida.

Exausto meu corpo depois de um dia cansativo de tanto fazer,
Cansa-me também a falta do que fazer, quando não faço.
Mas agora só de pensar em fazer, já me canso!

Vou fechar os olhos e fingir que penso em algo bonito,
Para não perder o estiloso lado fictício
Que torna meu mundo mais poético e melódico.

Sempre mantendo as aparências,
Para tornar impecável meu papel, costumo ser boa atriz...
Tão boa que eu mesmo acredito na veracidade da história,
E não perco um só capítulo.

Mas hoje o que quero mesmo é esquecer o texto.
Pegar um caderno e brincar de colorir...
Vou partir pro improviso.


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Miopia




Vejo graça onde não tem...
Por ser palhaça, por costume,
Ou pro meu próprio bem.
Surgiu em mim uma miopia,
E a não ver me acostumei.

Percebi que esse mundo não convém.
Há um certo encanto na miopia que me atinge,
Uso dela pra ver o que interessa,
Não há príncipes e os castelos são de areia.

Do conformismo ao conforto.
Pra cada sonho um despertar...
Já me acostumei com o barulho do relógio,
Com outras coisas ainda não, e talvez não me acostume.

Ainda espero por alguém que não vai chegar,
Por um dia que não há de raiar,
Por um beijo que não hei de dar,
E olhares que não vão se cruzar... Mas tudo bem!
Acostumei a ver graça onde não tem...