segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Corda bamba




Nunca quis pensar demais, a dúvida sempre me amedrontou.
Meu medo é quase nada, diante da realidade do hoje...
Mas sempre temi o antes, no logo adiante me asseguro.

Eu sofro por antecipação, cambaleando no topo da insegura,
Mas me equilibro na confiança, que tenho comigo mesma...
E apesar de toda essa bagunça, eu piso firme com ar de quem sabe.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Viagem II




Viagem boa é aquela em que eu coloco o livro na mala,
E não consigo ler uma só página...

Afogando as agonias dos dias passados, nos risos exagerados,
 Das amizades que acalmam o peito.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Vícios...



Vícios são delícias, e às vezes destrutivas.
Vícios são carinhos na falta de vergonha,
É insistência e teimosia, é rebeldia aflita 
E mimo de quem não liga...

Ser ciente de que às vezes o errado,
Nem sempre é tão errado quanto aparenta ser. 
E em outras, o certo é sem graça ao ponto,
Que se torna errado gostar do que deveria...

Vícios são muros que a gente cria...
Pra se escorar na hora em que o resto cai.
Vícios são necessários pra escapar do tédio,
Válvula com apelido de mania.

São pequenos gestos que seguram a coragem do fazer de novo, 
Sem ligar pro medo da repetição, de perder o tempo com o mesmo feito...
A mania é feia, só quando faz mal.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Respiro...



Vou lhe dar a paz da qual precisamos,
Pra achar a calma nesses desenganos...
Nesse turbilhão em que nós entramos,
Não tem tido tempo pra pensar em tudo,
Que desassossega o nosso descompasso...

Vou lhe dar espaço no pesar das horas,
Pois também preciso desse entendimento.
E apesar do nosso texto ser bem parecido, 
É nesse parágrafo que a gente para, 
Pra escrever sozinho, o que não continua.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Barulho macio...



Existe no meu cansaço, uma paz quase que confortável...
O barulho nesse vazio, é a música do meu silêncio.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Conselhos...




O mundo não para pra ouvir suas lamentações... 
Sorria, pelo seu próprio bem...

É tudo tão fugaz, olhe!
O tempo não lhe espera, corra!

Quando o agora virar depois, 
O amanhã pode ser tarde.

ACORDE!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Quarto e sala...



Os metros quadrados crescem a cada minuto,
Eu passo pelos dois cômodos andando pela saudade.
Na cozinha mastigo a ânsia que é o tempo, 
E lamento a forma que não pode ser...

Pela sala me entrego ao tédio de assistir tua ausência,
No banheiro lavo a calma, quem sabe ela não se renova...
Reviro pelo lado errado da cama, me perco na solidão,
Procurando seu cheiro que foge...

Me enrosco na carência das lembranças de ontem,
Como se pudesse suprir o amanhã, até teu retorno...
Eu tento me fazer de forte, fingindo me virar sozinha.
Mas me diminuo nos cantos da pequena casa,
 Em que o vazio cresce.