quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Teimosia



Eu procurei em vão explicação,
Para tudo que eu nunca precisei entender...
Bati um papo comigo, daqueles que faz 
Todo resto criar sentido, ou perder.

Como se pudesse enumerar minhas loucuras,
Joguei em pauta os dilemas, me fiz de forte...
Me alimentei de razões para ser sóbria,
Me enganei mais uma vez, é minha rotina...

Horas depois fui conferir as conclusões,
Se dissolveram em meu cochilo tão racional...
Eu me desperto da mesma forma tão sonhadora,
Talvez frustrada pelos esforços desperdiçados.

Pela vontade de ser mais dura com esse mundo,
Minhas torturas só funcionam comigo mesma.
Sigo errando na minha mania de consertar,
O que de cara não pode ser de outra maneira.

Mas sou assim... Teimosa!


domingo, 22 de setembro de 2013

Soluções...




As desilusões são tão parecidas, gêmeas de gosto amargo.
Prefiro acreditar no amor, enquanto me parecer possível...
Me enganar? Talvez! Me abastecer de sonhos,
E não cair na rotina da razão.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Esconderijo...




Vou me esconder da saudade
Nas palavras não ditas...
Na canção que repito mil vezes,
Na vontade de te querer que alimento.

Vou me esconder da saudade
No meu passo inquieto na rua,
Ao rolar pra dormir com a insônia,
No impulso de te desejar bom dia.

Vou me esconder da saudade
Porque ela já não me encontra,
Me perdi no caminho pra casa,
Na ideia de seguir seus passos,
Pra tirar a saudade de mim.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Minhas doenças...



É que estou com uma preguiça das pessoas,
Que acabo achando que todos são iguais.
O erro é meu, eu sei...

Mas é tenho meia dúzia de motivos
Que impregnam todo resto, e fico presa na teoria...
Até que me prove o contrário.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Imensidão...



Olho para o céu e vejo ali suspenso, 
Quase que inalcançável tudo aquilo que anseio...
Pagando pelo pecado de não me contentar com pouco. 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Triste delicadeza...




Às vezes sinto o peso que é viver, e bate uma vontade forte de fugir...
Escuto um oco que grita solidão, e vejo minha fragilidade ali,
Tão abandonada no chão, quase que chorando por um colo.
Só para me provar que não sou tão forte quanto aparento ser...

As mentiras óbvias eu que invento já não me convencem...
Não preciso de muito esforço para entender que não estou bem,
Ao redor tudo deixa claro, apesar do meu fechar de olhos,
E do meu carisma com as minhas mágoas.

Me sinto pequenina demais, para ultrapassar a tantas barreiras.
Porque assim pequenina sou quando dou por mim...
Caio dessa fortaleza que eu construí para me proteger.
Eu me machuco na queda da realidade...

A verdade é essa por mais que doa, dói mais em mim...
Me fiz de forte por muito tempo, mas essa máscara às vezes cai...
E eu também sei chorar, apesar do meu sorriso largo.
O que eu calo, engole lágrimas.


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Cansaço...




A vida não te permite ser fraco,
Mas também não te ajuda a ser forte...
Sim, às vezes tudo é tão difícil quanto aparenta ser.

Sim, eu me levanto a cada tombo...
Mas a carga pesa, o joelho dói, o cansaço atrapalha.
Me levanto mais forte, e talvez mais machucada.


Mas me levanto!