domingo, 17 de junho de 2012

Querendo...





Eu quero parar pra ler meus livros, preciso mover minha bagunça.
Mas ando tão preocupada em pagar as contas,
Que cai em dívidas comigo mesma....

Preciso de tempo ou dinheiro, preciso de calma pra minha alma,
Preciso xingar meio mundo, cantar no volante, e rir de nós dois...

Aceito férias remuneradas,...
Preciso de amor ligado no último... Aumenta o volume!

Eu quero rir dos outros que como eu, só querem demais...
Eu quero mais, mas mais agora não dá...

Me deixa, sou inofensiva pra tantos...
Me deixa, eu só quero querer um pouquinho de ser só eu, e poder...

Quem sabe de tanto querer  a vontade ultrapasse o "eu consigo".


sábado, 16 de junho de 2012

Cadê calma....





O jeito é seguir sorrindo...
Enquanto não encontro a forma
De sumir com os punhados de preocupações
Que perseguem minha calma...
O jeito é seguir sorrindo,
Me acalma.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Canção de ontem...





A velha música não mais tocada,
No mesmo ritmo descompassado de antes,
Canta num antigo rádio relógio,
Como se o tempo não fosse importante.

A cantiga que me leva ao passado,
E me sacode insistente nas lembranças...
Meu refrão é a saudade de um tempo,
Atropelado pelo hoje, esquecido no amanhã.

Mas a bela nostalgia que arrebata,
Não é triste como a letra que te conta...
Ela dança pela estrada da saudade,
Relembrando a vontade de viver mais uma vez,
Todo brilho abandonado, pelo tempo que não para.



terça-feira, 29 de maio de 2012

Banhando...




Às vezes a solidão bate em minha multidão...
Entro em contradições sem saídas,
Estou sempre cheia de mim e sozinha do mundo.
Nada me envolve ao ponto, de sair da minha zona de conforto,
Que criei só pra dizer "tá tudo bem"...

E não diz com confiança o que mando,
Mas eu finjo que acredito no que diz,
Pra falar a meia dúzia que me escuta
O que acho que desejam ouvir...

Como se houvesse diferença
No estado do meu lado paralelo para os outros,
Eu enceno meu teatro preferido,
Com astúcia de quem conta com certeza,
A beleza do contrário do que chora...

Mas das lágrimas transparentes que rolam,
Mais que claras aos que prestam atenção,
Não tem cego do meu lado que enxergue...
São pedaços do meu eu caindo ao chão.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Talvez...




Vou me afogar em letras pra esquecer das palavras pressas,
Das quais me tiram o ar...
Vou sufocando na saudade e debatendo na vontade,
De declarar segredos que não sei contar...

Empapucei na falta de coragem de dizer bobagens, e apaixonar...
De sorrir à toa, e fazer carinho, de chamar de amor um tolo romance.
Ah quem sabe ele com toda sua graça faz mudar de ideia minha teimosia,
Pra me deixar sorrir por uma ilusão...

Mas eu sou difícil, nem mesma me entendo, com tanta vontade
Não sei o que impede de deixar levar, pelos meus caminhos minhas emoções...
Mas quem sabe ele, dê um bom jeitinho de arrancar sorrisos da desconfiança
E mandar correr as minhas lembranças de um tempo triste que estacionou.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Do que digo...




Tudo que escrevo é perfeito no ponto em que diz o que quero.
Exponho o nu do que sinto, sem medo de ler o que digo
Eu saio dos sonhos que tenho, me jogo na linha que tem,
Em letras transformo dilemas, que grudam e ultrapassam o papel.

Eu choro das águas mais turvas, que borram a tinta que dita.
Das lágrimas escritas aqui, metade é minha tristeza,
E a outra é o que pula do punho, pedindo socorro a mim...
Como se eu entendesse o que manda, escrevo o que sinto em papel.


domingo, 20 de maio de 2012

Saudade sem nome...





Minha saudade não tem nome, tem rosto desconhecido e sentimento abstrato...
Me diz que um dia chega, mas de tanto demorar
Me pede paciência...

A minha saudade é bonita, e dorme grudada em mim...
Me beija em sonhos que penso, quando bate a madrugada
E no vazio do abraço do tempo, que vara a noite a dentro

Mas que saudade relapsa, não acha seu dono por nada,
Me perco no meio do povo, olhando em olhares perdidos,
Na espera do encontro perfeito que mate a minha saudade,. do amor que não conheci...