sábado, 12 de maio de 2012

Decepção...




Decepção é quando a gente se arrepende pelo erro do outro...
É a tristeza que machuca quando lembra do que poderia ser diferente.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Perdida no esquecimento...





Liga, desliga, o telefone...
Mensagens perdidas no vento,
Vontade engasgada de falar...

Saudade entupida no olhar,
Orgulho que fala mais alto que a garganta,
Me impede de gritar mil coisas...

Eu conto as horas, não sobram dedos
Nem paciência que espere o tic tac...
Eu lembro o tempo que nós passamos...

O sorrisos jogados ao tempo sem direção...
Dizendo a íris do meu olhar, "foge enquanto há fuga"
Antes que grude essa loucura...

Agora eu fico perdida nas vontades,
Perdidas, nas lembranças perdidas, me perdendo...
Um dia após o outro dia, apagando o seu rosto, esvaindo.

Em mim, só sobra as sobras de nós dois.
Não lembro tanto mais de você...
Não lembro tanto, dos beijos dados...

Vou me esquecendo entre as datas
As nossas pautas dialogadas,
Nossas conversas sem meio ou fim...

Vou me esquecendo do meu romance
Já não suspiro com suas letras,
Já não me embolo com as cobertas,
Não sinto falta do que se foi.

Eu avisei, meu coração é leviano,
Troco de ideia tão facilmente,
O esquecimento muda a frequência.

Não brinque com a ausência,
Tenho péssima memória...
E eu já lhe quis, mas não sei mais...


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Poesia...





E eu brinco com as palavras, se não cantar, recita...
Seja doce ou amarga, é poesia....
Me tira sorrisos, eu passo por mundos perfeitos,
Eu crio momentos pra vida...

Transmito o que quero em letras,
Respiro a prosa em suspiros,
Que gritam soltando a métrica,
Sem espera nenhuma ao ouvido.

Eu toco em tudo que escrevo
Eu leio de ponta cabeça,
O que importa é interpretação...
Se sente, não muda o ponto
Quem liga pra pontuação?

É traçar o sentir entre linhas,
É a graça da minha tristeza,
Faz bonita a melancolia,
E feliz de dizer são as rimas
Mais feliz ainda quem lê...

Quem se perde na estrofe que ri,
Diferente dela não fica...
Ah poesia, se soubesse o bem que tu faz
Nunca mais aquietava o papel.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Paciência...




O incerto está a frente de minhas pegadas,
Eu não me alcanço, por mais que eu tente...
Estou sempre me perdendo no meu eu.

Dentro da insanidade onde moro
E achando mistérios escondidos,
Sem motivos pra falar, por falta de significado plausível.

Paciência, eu tento ser paciente, por você que me acompanha paciente...
Eu tento não parecer louca, não me fazer de tão triste,
Não te dizer tolices, das quais pulam da boca...

Paciência te peço, se souber onde te encontro,
Me acalma a paciência, paciência um pouco mais...
Que preciso urgentemente, de um tiquinho de você.

Paciência....



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Não me diga...




Não tenho paciência pra pontuação, sou politicamente incorreta.
No ponto em que diz o que quer dizer, não uso vírgulas,
Vomito o sentir e ainda fica exclamando...
- Grita! Grita!

Não me diga...
Não quero lição de moral, nem qualquer lição...
Deixa eu quebrar a cabeça,
Quero aprender com a vida.

Não me diga...
Você olha pela fechadura à toa,
E se perde na interrogação...

Fecha os olhos,
Vai, para de pensar um pouco...
Seu mais e menos é ponto de vista,
E eu não ouço nada desse blá blá blá...

Um mais um nem sempre é dois,
Eu posso te ensinar a ver vendado
E enxergar bem mais.

Não, não me diga...
Nem tudo é ponto e vírgula, ou conjugação...
A gente faz tanta coisa sem concordância
Que fica no silêncio.

Para de reclamar, vem brincar com a vida... Sorria!


domingo, 22 de abril de 2012

Insônia generalizada....



Os olhos não dormem por culpa dos pensamentos,
São barulhentos...

Os pensamentos não dormem por culpa de uma saudade,
A danada tá me matando...

Mas quem traz insônia a todos, é aquele que causa a saudade...
E me tomba na falta da noite, a sentir o seu cheiro na ausência.

sábado, 21 de abril de 2012

Não precisa entender...



Um cigarro atrás do outro...
O vazio tá batendo no silêncio.
A tristeza vai caindo como chuva,
Escorrendo no meu rosto lágrimas.

Comprimidos pra matar o sentir,
Soluções prescritas permitidas no papel...
Me engana por enquanto que eu quero,
Me esconder do que machuca como sempre...

As risadas não mentem o suficiente,
Mas já servem de abrigo por um tempo,
E desviam dos olhares indiscretos...

A verdade doí pra todos, essa é uma verdade...
Pode discordar se quiser...
Eu entendo sua dor.