domingo, 15 de abril de 2012

Devaneio




Quero fazer loucura, eu vou pular de mim,
E vou cair acima do impossível de fazer sentido.

Vou mergulhar em sorrisos,
E me afogar no ponto da embriaguez...
Eu vou fazer o amanhã, eu vou gritar na noite,
Quero fazer carinho nas minhas possibilidades.

Eu vou amar aquele, e qualquer outro...
Desde o momento em que me quiser amar.

Quero beijar pra sempre, abraçar infinito,
Todo caminho e gente que como eu presente
O sussurrar da vida, vou me perder de vez...
Eu vou!


sexta-feira, 13 de abril de 2012

No meio da noite...



O silêncio bate no teto...
Minha sombra sem graça se mexe,
Eu parada no quarto me movo,
Na bagunça de minha tristeza.

Vasculhando a calma que engana,
Meu tormento que muda o relógio,
Os ponteiros que brigam com tempo,
Prolongando pra sempre o momento...

Que repete no hoje e amanhã,
E me faz desistir de uma cura,
Pra fisgada que me acompanha,
E me atinge de morte sem dó...

Eu tropeço em meus pensamentos,
Ao momento que cala os soluços,
Só desperto na lesa esperança
De um depois de amanhã melhorar.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Receio....



Quem sabe um dia...

Quando pular da língua palavras doces,
Dizendo a mim que se apaixonou.
Eu receosa perco a metade de minhas dúvidas,
Que me perseguem tão ligeirinhas...
E te recito aqueles versos, que estão guardados
Na minha tímida convicção...
Que o que manda escrever o coração
Não leva a sério, é sem razão.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Silabicamente errada....






Quando diz o que se sente,
Só é compreendido por quem igual sente...

Vivo trocando palavras,
Do lado contrário do que quer dizer...

A quem ouve, nunca digo coisa com coisa.
Por isso escrevo, cansada de não fazer sentido.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Uma das brigas



Fiz versos tão tortos quanto eu...
Cantei ao mundo a alegria que invade,
A janela do meu peito que se abre.
A cada traço de esperança que respira
Nasce no mundo uma boba estrofe que anima.

Os pássaros já não cantam, silenciam...
Só pra ouvir o som sem ritmo do meu dançar.
Não confidencio meus segredos a ninguém,
Mas mesmo assim meu coração trairá tende a contar...

Bate mais alto do que antes eu deixava,
Mas não me lembro em qual momento eu permiti...
Ele desmente saltitante, e sussurra a minha mente,
Uma imagem, um rosto, o nome e aquela voz...

A culpa é dele, diz com ar de piedade o coração 
E eu ordeno, não faça alarde!
Tu já conhece de trás pra frente as facetas da ilusão.

Não me confunda com sua palpitação, 
Sou eu que sonho suas loucuras...
Sou eu que choro quando se fere,
Vivo em guerras por suas cismas,
Vê se aquieta meu coração.



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Calculando...



Se eu precisasse ser só uma,
Mataria tantos dos meus pedaços,
Que a sobra não seria eu...

Sou tantas...
Que não chego em uma conta
Que me diga com a soma, o que sou.


domingo, 8 de abril de 2012

Em manutenção...





Quantas vezes eu sai de mim,
Gritei no silêncio, vi passar a vida,
Entrei em nostalgias, quis voltar no tempo...

Quantas dores mais vou deixar brotar?
Quantos sentimentos vou olhar partir?
Junto as amarguras que essa vida junta...

Quantos outros vão me pedir perdão?
Quantas vezes mais vou acreditar ?
Na mudança alheia...

Me bate na cara quem diz ao contrário, é a decepção.
Digo que não quero, faço um fino trato, finjo que acredito...
Mas esqueço logo, volto a confiar, reles coração.