quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Chuvas






Ponho a cabeça no travesseiro...
Esperanças por água abaixo,
No meu teto não para a chuva.
A cabeça rodando em cismas,
O barulho não é de água,
Martelando meus pensamentos.

Ponho a cabeça no travesseiro...
As tolices gritam tão alto,
Se não fosse essa solidão,
Acordava a vizinhança toda...
Perguntava de esquina a esquina,
O motivo dessa tristeza.

Ponho a cabeça no travesseiro...
E repito os mesmos versos
Pra calar verdades, e a insanidade,
De querer sonhar demais...
Em um mundo tão pobre de amor.

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