quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Meus Pensamentos



É meu primeiro e último pensamento do dia.
Minha lembrança, saudade e agonia...
Minha alegria, paixão e angústia.

Tudo ao mesmo tempo,
E quando penso que de mim se foi,
Volta vorazmente, avassalador sentimento.

Foge do controle controlar o meu sentir...
Demasiadamente descontrolada, me canso!
De lutar para não pensar em ti.

Rouba-me olhares e palpitações,
Lhe chamo em meio de minhas canções.
E quando foge de meus sonhos,
Me pego a despertar tristonha.

Triste despertar se não for em teus braços...
Lembro de teus abraços, segue então a agonia,
De ser meu primeiro pensamento do dia.










terça-feira, 3 de novembro de 2009

Independente




Quando meus olhos olham o seu olhar,
Não se lembram de mais nada,
Que cismam acreditar...

Quem saberá explicar o inexplicável acontecimento,
Em um simples segundo de troca de olhares?
E quem saberá explicar o envolvimento entre nós?

Mas por enquanto o que posso afirmar,
É que não houveram beijos sem paixão,
Sorriso sem alegria...

Não há palavra dita ao pé do ouvido sem arrepio.
Nem troca de olhares, sem aperto no coração.
Não houve abraço sem carinho, carinho sem vontade,
E vontade de não tá perto.

Independente do que houver,
Ficará sempre em meu coração
Como minha primeira paixão.



sábado, 24 de outubro de 2009

Animais






Dentro de mim há leões, leoas,
E animais selvagens...
Cada um defende o que acha certo.
E eu na incerteza de minhas dúvidas,
Sou manipulada por meus bichos e fúrias.

Perco o domínio da situação,
Quando caminhos se jogam em minha visão.
Contraditória por natureza, às vezes sou indefesa,
Em vezes me jogo no chão...

Toca a campainha...
Já acordei de sonos profundos,
Às são vezes crianças que saem correndo,
E me deixam sem sabe o porquê...
Às vezes adultos com medo....

Não sei por que carrego comigo a sina
De parecer solução alheia...
Sendo que nem eu mesma
Consigo enfrentar minhas peleias.

Minha mãe dizia que nasci gritando,
Que sou guerreira! Mas ainda tenho dúvida.
Se já era grito de guerra, ou grito de quem desespera.
Ouvi de desesperados que transmito calmaria,
Que é isso que tentam me roubar...

Tentativa fracassada de quem tenta,
Já que todo mar por mais calmo que pareça
Tem suas tormentas...
A minha de não saber quem eu sou.

Uma incógnita...
Cheia de gargalhadas e lágrimas.
Com seus altos e baixos...
Banhada a pecados, e vivendo,
De um prazeroso mundo que inquieta.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Braços e Abraços





Me perco em teus braços e abraços,
Cheiros e aconchegos...
Teus beijos, meus beijos!

E nesse conto de príncipe encantado,
Triste fico em distância,
 Pensando em meu amado...

Roubou meu coração fugazmente...
E desde então em beijos já dados,
Perde-se minha mente.

Meus olhos pobrezinhos
Esquecem de todo resto,
Ao ver que de longe chega.

Já faz ausência a minha escrita,
Não escrevo!

Minha poesia morreu...

Minha fala engasga, no meio do nó 
Que forma na garganta, e alastra...
Transforma em frios na espinha,
E borboletas na barriga...

Apaixono-me com frequência,
Por vista da janela, pôr-do-sol bonito, 
Fotografia bem tirada, e brisa que vem de longe...

Mas enamorar por rapaz que aparece, 
E ás vezes finge que me esquece,
É moradia nova das minhas paixões.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Rastros



Tem gente querendo me ser,
Vejo gente que não sabe o que querer...
O destino é uma criança que adora cia pra brincar.

Sou hoje como um dia quis ser,
Mas já não tenho dezoito anos...
Vou tomar cuidado com meus pedidos.

Os sonhos são os mesmos,
O que mudou foi a maneira de encarar a vida.
Amanhã ao acordar vou seguir o mesmo caminho.

Cabeça erguida, e nos meus rastros,
Seguem mil dúvidas...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Fases





Mais fases do que a lua,
Não sei ser uma ou outra...
Quero ser tudo, pouco não me basta!
Como não me permitem ser o que quero,
Prefiro ser o que não entendem.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Beijos e Toques





E é estranho o estranhar de nós dois.
Beijos e toques, fugas...
 Fugazmente assim que corro do que me atrai.

Contraditória mania de fugir de vontades e desejos...
Se me entrego sou vulnerável, e se não?
Covarde? Talvez!