quinta-feira, 19 de junho de 2014

Pra ontem!



Assiste a pressa de quem não quer,
O tédio de um amanhã que vem...
Depressa matando o hoje, que vai.
Enquanto ainda não fiz...

Pra ser feliz eu descobri,
Que o tempo é agora, e corre,
Que passa no descompasso 
Das vis vontades do peito.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Fermento pra quem te quer...



E se o amor não for essa massa de bolo, 
Que te ensinaram a bater pra por no forno?
Talvez falte três colheres de sei lá o que,
E desande a mistura que tentou fazer...

Em neve todo amor é breve, 
E se a receita não cresce, 
Não tem a fôrma que caiba, 
O oco da fome que roí.

Fermenta na falta que faz, 
Os versos que ainda não fiz...
Na ausência de um doce que sonhe, 
Granule o meu benquerer.

Nem toda receita tem rumo que ensine a dar certo.
Me diz o que te preenche de felicidade, 
Feito recheio de chocolate...
 Talvez a gente resolva assar juntos.

Tem sonho que pede fermento!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Pique-esconde



Eu poderia voltar outonos,
Em busca de um abraço que não foi dado.
Mas se eu pudesse ter um desejo...
Eu pediria o cheiro do seu cochilo de amanhã.
Embalaria a minha saudade, e enviaria para longe,
Desse costume de ser constante.

Eu poderia rodopiar na calçada da rua da feira,
Na avenida da minha tristeza,
Na cara de quem me olha com estranheza.
Eu viraria mais mil além das que já sou,
Para enganar a solidão que bate,
E colocar na cara a marra de quem sorri por teima.

Mas dentro do que espero não faz mudança de tempo,
Não tem um pique que esconda, e meu teatro não cola.
A minha peça tem sido fazer carinho na falta,
Quem sabe ela não se desgasta e acalma,
Essa vontade de um fim, nessa saudade sem fim.
E assim, eu poderia mudar meus desejos...

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Resumo...




Se prende nos detalhes que sou,
Se perde na incerteza que é.
Achamos pouca coisa,
No meio do que viramos.
Estamos por assim dizer,
Ligados por sei lá o que.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Devaneios






Viro frio na barriga, e escorrego pelas evidências.
Me transformo em aparências, para não me passar por culpada,
De coisas que nem sei ao certo.

Declaro na cara o que penso e me tranco,
Por trás da coragem que trago há um nó amarrado,
Na vontade de criar palavras que digam mais do que falo.

Sem medo... Meu receio é só graça.
Enfeite na porção de sentidos que escondo,
Para não me mostrar decifrada.

domingo, 25 de maio de 2014

Novamente outono...




Meu girassol rodou no vento, partiu.
Meu girassol fugiu sem dar adeus,
Escolheu florir em outro jardim...
Nesse vendaval quem despetalou foi eu.


sábado, 17 de maio de 2014

Repetições...




 - Vou ficar bem, eu sempre fico...

Ela repetia a mentira, 
Pela vontade que tinha, 
De acreditar.