quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Recaídas II



Na teoria só me importo com quem se importa comigo...
Na prática é quase isso, mas também tenho recaídas. 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Corrida



Sabe quando você corre, corre, corre, e não sai do lugar?
Te pesa a incapacidade de não conseguir, não pela falta de força pra lutar,
Mas por lutar com todas as forças, e amontoar derrotas.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Das verdades...




Cada um vai se escondendo em seu muro de egoísmo.
Ninguém precisa de ninguém, até que o calo aperte...

Abre sua janelinha, chora suas mágoas, ganha um carinho...
Fica bem, segue seu caminho, volta pro seu muro.

É, as pessoas se usam da maneira mais teatral e inocente,
Pra provar que a vida é cheia, feito livro de autoajuda.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Nosso estranho...



Caminhos cruzados insistem,
Fugimos pelo mal resolvido.
Um tipo de culpa recíproca,
Desvia, a tua coragem da minha.

Da tua casa uma reta, 
Do meu abraço partido...
As nossas datas perdidas, 
Os dias passam depressa...

O teu chamado nem tão discreto,
E as minhas desculpas esfarrapadas...
Transformam o desfecho impossível,
Jogando no amanhã, a nossa urgência de hoje.

Eu finjo que já não me importo...
Me nego de sair a noite, enquanto te leio dizer...
"Vem! Que é no contrafluxo que a vida anda."
Como se fosse normal...

domingo, 15 de dezembro de 2013

Solidão compartilhada




Eu só preciso de algum tempo,
Pra te organizar na bagunça do meu gostar...
Sei lidar perfeitamente com a distância que é a perda.

Vou matar pela metade o meu sentir, 
Pra poder te abraçar, assim, sem mágoas...
Mas os sentimentos não vão embora tão de repente.

Preciso bater um papo com a solidão dividida, 
Explicar que é só minha, sua tão tristeza nossa...
E que acabou, a sua guarda compartilhada.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Soluções



Me apaguei da janela que te olhava,
Segui alguns passos pela esquerda, 
Dobrei a mágoa na esquina...
Cheguei sozinha naquele canto,
Do meu costume de ir embora...

Fechei os olhos como quem chora,
Sem nem piscar, por ser rotina...
Senti a alma se debatendo, 
Sem entender por que partia.
Antecipando a sua falta...

Contei os lados do meu caminho,
E no absurdo de andar pra trás,
Fui me esquecendo de como era...
Na minha imagem de ser tão forte,
Que me abafa dessas tristezas.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Banalidades



Sempre sou mais forte do que imagino,
E às vezes me pergunto o quanto isso é bom...
Tenho medo de parar de sentir, de não mais me abalar.

Me acostumei a me acostumar, e não há graça na rotina...
Já não choro o mesmo tanto, não me iludo quase nada, 
Já não sinto tanta falta, disso tudo que eu perdi.