sábado, 12 de outubro de 2013

Faxina...




É que estou tentando carregar esse entulho pro lado de fora...
Sentimentos, pessoas, promessas, passado, e presente sem futuro.
Mas é pesada a carga de se desprender daquilo em que já se acreditou.
Eu sei, preciso largar tudo que me distanciou de mim mesma.
Mas me perdi no caminho de me encontrar, e agora nem sei onde estagnei.

Essas faxinas dão trabalho pra mais de dias...
Retalhos de lembranças na gaveta, saudades empoeiradas atrás da porta.
Machucados que se escondem nos cantos das quinas das mágoas,
Lágrimas rolando as escadas, e as luzes queimadas que não acendem faz tempo.

No meio desse estrago, nem sei se sobra algo...
Mas do que adianta tanta mobília?
Se já não cabe gente aqui, se de morada nem a dona comporta.
Não posso partir de mim, o que me resta é encarar a faxina.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Desabando em verdades...



É difícil olhar pro lado e ver tanta gente envelopada no egoísmo. 
Meu clichê de estar cansada de ser a boazinha nesse mundo cego,
Com um cabresto na direção de seu próprio umbigo.

domingo, 6 de outubro de 2013

Impaciência...



Fico corroendo as vésperas de seus pedidos,
Como criança que espera o chamado para brincar.
Quase vergonha a ânsia de te querer, 
Quase não seguro o semblante a me declarar...

Transito por meu território afoito...
Dois passos, três pensamentos e as lembranças.
Tentando acalmar a pressa que chama pra ontem,
O amor que me faltava há tanto.

sábado, 5 de outubro de 2013

Das incertezas...




Talvez você se enquadre naquela minha lista de decepções,
Que cresce a cada passo que tropeço na realidade...

Talvez faça sentido eu fazer as malas e fugir pro outro lado,
Do mundo, de mim e de você...

Talvez eu só esteja exagerando como de costume,
Como de costume, talvez eu tenha razão...

Talvez tenha sido só isso, já tenha passado...
É, talvez.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Concreto...


O tic-tac ensurdece a paciência,
Nessa inércia que atropela as esperanças.
A onda leva os meus castelos de areia...

E apesar de saber voar,
Eu peço o chão de algumas certezas,
Pra poder seguir sonhando.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

As respostas...



Eu podia te dar boa noite, podia dizer o que penso,
Poderia não me sentir engasgada pelo ontem,
Mas me sinto, debatendo em suas vírgulas...

Ecoando em meu ouvido um insistente "não pode dar certo"
Me cansei de joguinhos, e não sei brincar com incerto...
Não me conformo com a possibilidade de perder as rédeas,
Um bom pedaço do meu orgulho também pode ser chamado medo.

E agora o meu desespero é descobrir o que faço com meu coração,
Que se aperta contra a luta de me fazer de forte...
Que insiste em tentar me ensinar a dizer o que sinto,
Mas me travo na vontade de falar...

Porque talvez metade do que te escrevo seja minha loucura, 
Tentando ser digerida pela falta de capacidade que tenho de me compreender.
Falei sobre ser intensa, sobre não me envolver, me protejo de me machucar....
Por deixar os passos que não podem seguir com os meus.

Você me falou sobre se entregar ou parar por aqui,
Tinha razão na pergunta, mesmo sem interrogadão... Eu não posso!
Pois não sei se você seria capaz de segurar essa avalanche, 
De todos os meus "eus" que acompanham.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Deixando as malas...




Hoje eu acordei assim... 
Disposta a largar o peso acumulado das promessas desfeitas, 

E o medo de dar adeus ao que nunca foi meu... 
Acordei disposta a largar tudo que não evolui.