segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Cinco noites e cinco dias...





Eu me senti exausta por não saber pra onde ir...
Tantos soluços chorando a Deus pra me levar daqui...

Eu vi o céu cair, e o chão sair do caminho dos meus passos,
Sem rumo, segui na direção do meu pior avesso...

Não tenho um colo pra embalar meu pranto,
E o meu peito não quer saber... Expulsa!

E tanta água que lava os olhos, que a menina afoga...
Mas eu que morro no tic tac que não desgasta
A minha dor de ser tão só.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

No acaso da esperança...





Ah se eu não estivesse tão feliz,
Provavelmente estaria tomada pela saudade
De um amor que não conheci...

Mas a alegria que me corroí,
Não me deixa lembrar que ele não veio...

E pelos caminhos onde rodopio sorrindo,
Há de esbarrar em mim também sorrindo
O meu amor...

domingo, 2 de setembro de 2012

Preciso dizer...





Ficar em cima do muro pra que?
Não me envolvo com o meio termo...

Quando estou do lado, pode contar!
Aos que amo, só o meu melhor.

Brigo pelo que acredito, defendo os meus princípios sem pedir que você concorde...

Minha consciência é limpa, sei que sempre tentei andar pelo certo.
E não foi para os olhos de alguém... Mas valoriza isso quem quer.

Só sei que vou continuar... Já perdi muitos pelo caminho, e vou perder muito mais, ou quem perdeu foi eles...

Não ligo, fica comigo quem acha que vale a pena, e pode ter certeza que se depender de mim valerá.

Se existe um fim... Acredito que nesse fim o que há sobrar pra mim é o caminho que eu construí, é a minha verdade.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Saudade sem nome II






Nem toda saudade tem nome, altura ou endereço...
Existe saudade sem casa, que mora dentro da gente.
Às vezes a danada ameaça, explode sem hora marcada,
Abraça a ausência esquecida, que você fingiu que não existia...
E chama aos berros alguém que não vem.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Do que não cai...




Às vezes é preciso desmoronar para reconstruir...
Mas meu desespero anda tão sóbrio,
Que não me deixar cair em um outro recomeço.
Só quero um colo pra abraçar minhas mágoas...

sábado, 18 de agosto de 2012

Música




Música é poesia em ritmo,
É emoção cantarolada em felicidades,
Mesmo que seja triste...

Passo dias a resmungar as mesmas canções,
Eu amo com todos os sentidos,
As notas que entram pelos ouvidos
E se sacodem pelo coração.

Eu me apaixono por ele,
E pela música que me faz lembrar...
Ela me transporta pelo tempo, quando resolve tocar,
Traz sentimentos perdidos, renova os que ainda sinto.

E quando chora por mim a voz que eu não soube ser.
Ponho-me a converter a versos, a letras que não escrevi...
Refrões que falam por mim.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Clareza das dúvidas





A verdade é que estou magoada com meio mundo, s
ei lá tanta gente, e quanta gente mais vai me magoar...

O MEU PROBLEMA É SER INTENSA EM UM MUNDO DE PONDERAÇÕES.
Mas fazer o que? Não adianta treinar mil vezes a minha mente
a não criar expectativas...

Eu tenho um coração, ele se machuca o tempo todo, e não é pela minha vontade, por mais que eu me esforce pra ser forte, nem tudo é exatamente como a gente quer...

Essa história de ligar o foda-se é uma iniciativa que eu tiro o chapéu, mas não consigo aderir por mais que algumas horas ou dias... Volto a me importar.

Faço o melhor que posso pra tudo em minha volta...
Aí te falo, o que peço não é cobrança, mas acho que mereço que seja recíproco.

Não sei se é tolo da minha parte, mas acredito na pureza dos sentimentos...
Talvez seja em vão, mas não me importo, faz parte do meu ser...
É um pedaço mais meu do que eu supunha.

Não quero colegas, amigos de um tipo qualquer. Q
uero irmãos com quem eu possa contar. Daqueles que ao me ver sorrir, sorriam de volta pra mim só de ver, e vice-versa...

Não quero um rolo, enrosco, namoro qualquer...
Quero que "Seja eterno enquanto dure", quero namorar no sentido bruto da palavra. Sentir saudades, trocar juras, carinhos, bobagens.

Trabalhar, pegar no batente, vestir a camisa desde que tenha uma utilidade.
Trabalho é a mais deliciosa distração do cotidiano, quando reconhecido então, é quase que divino.

Eu gosto de pessoas, gosto de dar bom dia, de dizer o quanto gosto, daqueles que tanto gosto... Eu gosto daqueles abraços tão bem abraçados que só de lembrar vale o dia. (Sabe como é?)

Eu sinto falta de muito do que quero, e
u sinto falta de ver o que gosto em pessoas, eu sinto falta de gente nessa gente toda.

E por vezes me pego sentada no meio fio da avenida, c
omo a anos atrás... Assistindo as horas que passam, reparando nos gestos dos outros...
Na maioria das vezes eu vejo: passos aflitos pra um lado e pro outro, olhos perdidos no mundo, fazendo sentido pro nada.

Eu vejo a falta de vida andando e penso comigo...
Pergunto outra vez... 
Será que os que passam, também sentem falta?