quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Receita da saudade





Se amanhã a saudade acordar mais fraca,
Vou disfarçar de mansinho
E fechar os olhos de novo.

Até que possa acordar de verdade,
Sem seu cheiro invadindo minha janela
E o tempero virando seu sabor.

Mesmo desandando a receita,
Não me foge da lembrança seu gosto...
O desenho do seu rosto, e os olhos que me enganam.


Meu colo






Tomo decisões contra minha vontade.
Desculpas peço a mim mesma,
Faço isso pro meu próprio bem...

Sou minha mãe, minha filha,
Minha irmã e minha amiga.
Partilho da dor de todas, por todas elas.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Nostalgia




Ah como eu queria voltar no tempo....
Não pra refazer meus feitos, Mas pra matar a saudade...
De tudo que passei até aqui.


domingo, 18 de setembro de 2011

Hoje




Quero fugir pra distante...
Onde aquela doce voz cante,
Melodias de minhas mágoas...

Que não se importe com minhas lágrimas,
Até que elas sanem e se percam em minhas lembranças...
De um tempo que se já passou.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Palavras




Em um relés minuto chega o absurdo...
Palavras pulam da garganta e ferem,
Arranham como bichos de afiadas garras.

Algumas palavras ou o conjunto delas
Deveriam ter a pronúncia proibida,
Do qual nunca na vida nunca poderiam ser ditas.

Mas quando essas cismam em fugir
Não tem santo que segure,
Nem coração que aguente...

Chamem polícia, delegado e todo povo.
Pois me proíbo constantemente
De cair nesse golpe de novo...

E diante de tal promessa
O que peço é muito pouco...
Prendam o rapaz atrevido e o coração tolo.

Que de órgão inocente, 
E enamorado inconsequente...
Estou farta! Não me envolvo.



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Uma dose




O impossível depende do tamanho da dose...
Vou vendo, pensando, traçando, e vem... 
Desabafa o turbilhão num trava línguas desengonçado.

Sinto que estou indo, uma forte brisa me leva...
Eu fui falando, falando e me perdendo
Dentro de minhas próprias palavras...
Sílaba por sílaba caindo, em meu esquecimento paranóico.

Descontrole da sanidade, realidade fugindo e voltando...
Imaginação correndo solta... Perdi os sentidos, sentindo demais.
É possível? É possível sim!

Vi pato, marreco, casa de campo, chapéu com fita.
Vi margarida, leão, leão marinho, eu vi golfinho,
E sapato velho desamarrado, me vi maluca do jeito que sou.

Quis até entender um pouco, não dava!
A música entrava por um ouvido e ia direto pra alma,
Sacudia sozinha lá dentro, e me balançava por fora.

Sai correndo de novo...
Pega!!! Pega ladrão de pensamento.
Fugiu, esqueci o que eu ia falar...

Levanto, deito, sento, não paro em um só lugar.
Vou fazendo pra ver se estou fazendo mesmo...
Mas logo que faço me esqueço, e já não sei se fiz.

Lembrei! Estou maluca... Quanta risada dada.
Rindo do que? Sei lá... 
Outro doce pensamento virando fumaça.
Olha lá...


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Moradia




Não sou daqui deste lugar...
Eu sou de fora de onde estou,
Não sou de dentro de onde moro,
Sei lá a onde vou me encontrar.

Pois o caminho que eu faço,
Segue ao contrário de meus passos.
Volto correndo mudar meus rastros...

Eu sinto medo de me achar,
Onde não devo, ou então correndo...
Assim parada, no mesmo lugar.