domingo, 13 de abril de 2014

Não dito



Mas nós sabemos...
Que cada dia a mais no calendário só prova,
Que nossas não palavras estão cheias de razão.
Entende? Tem silêncio que grita!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Perdão



Eu tenho tanto a dizer a mim...
Pedir desculpas, me desculpar.
Dos erros que eu cometi,
Dos outros que permiti...

Dos danos que me causaram,
Das mágoas que coleciono.
Tristezas que eu nunca quis,
Vieram de supetão.

Eu me quebrei por tantos...
E esses estão quebrados?
Não, não foi por mim.
Sucessivas desilusões...

Como uma doença contagiosa
As pessoas vão se quebrando,
Sem medo de machucar
As marcas do outro alguém.

Só hoje contei as minhas...
E o peso de tantas marcas,
Acabam com as tentativas,
Do nosso tentar de novo.

De novo na recaída, caída
Na vala amarga, sem saída,
Do tentar não se influenciar,
Por tudo que se passou.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Nas fases...



Há tempos eu não ficava há tanto tempo sem escrever.
Senti receio de estagnar nos meus anseios...
Deixar de lado as tentativas de me entender...

Como se eu já tivesse me decifrado,
Seria eu um brinquedo que perde a graça,
Por não haver mistério algum...

Seria por si dizer, uma desistência minha,
Para comigo mesma, mas que loucura...
Metáfora de conservar a graça...

Para não largar de mão o desafio de se amar,
Por ser quem é, e não saber ao certo o que. 
Me surpreendo...

terça-feira, 1 de abril de 2014

domingo, 23 de março de 2014

Depois da tristeza...



Fiquei triste por querer um abraço...
Depois, triste por saber de quem era o abraço que eu queria.
Fiquei triste pelos braços que não enlaçam...
Depois, pelos destinos que não se cruzam, fiquei triste...
Pela distância tão presente, e por toda nossa ausência.
Fui multiplicando tristezas, e não sei onde cheguei.

sábado, 22 de março de 2014

Outono



Sentada no jardim...
Viu as verdes saudades de uma infância...
Pé de amora, sorvete de massa, 
Saudade de uma casa, que nem existe mais.

Sentada no jardim...
Vendo a entrada do outono, o sol se pondo, 
O restante do que ficou.

Sentada no jardim... 
Florescendo o que virá, um futuro entre folhas, 
O peso de suas escolhas, os pulos que o hoje dá, 
E as surpresas de um amanhã.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Das ilusões...



Às vezes a gente se dá ao desfrute de se enganar...
Só pelo tamanho da vontade de acreditar no que não é.