quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Na volta de hoje...



A chuva pensa em cair,
E só de pensar molha o vento...
Frescor da indecisão,
Que torna o tempo agradável.

Sigo a caminhada sem pretensões...
Me pego a sonhar nos passos,
Chegando a lugar nenhum...
A falta de rumo já não incomoda.

A noite caiu tão sozinha,
Com medo da água fugiram,
Tolices dessa gente estranha.
Não sabem se encontrar sozinhos.

Eu uso da ausência de olhares,
Me apego em sua companhia, 
Pisando em nossa solidão...
Provando que não somos tão sós.

Eu gosto do pensar da chuva,
Na dúvida de cair na noite.
Me sinto um pouco mais água,
Menos pedra, mais humana... 

Por trilhar atalhos onde ninguém anda.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Complexidade




Das coisas que eu não te deixo dizer...
Pra não ter que ouvir o que quero,
Com medo do nosso amanhã...

Das coisas que não me deixo falar...
Com medo de confundir, o resto da nossa ilusão.
Por acreditar no que se quer...

No meio dessa liberdade existe uma barreira,
Que nos protege do nosso próprio bem,
E de não assumir nossos erros... 

No meio desses sentimentos tão simples,
Há complexidade de não entendê-los...
E eu nunca fui boa com a falta de razão.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Bye Bye



O caminho pra casa não tem graça,
E eu não vou voltar pra onde a saudade mora.
Sua falta se tornou real, na despedida que nós não fizemos, 
Pra não criar caso com a situação de virar as costas...

Por não querer aceitar despedidas, eu vou partir sem ir, 
Pois deixarei um pedaço meu, pra você lembrar de nós...
Já não há adeus que nos cale.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Guardados...



Quanto vale a falta?
Abri as malas, joguei nas contas...
Na soma vi que nada tem do que se guarda.
Miragens tão confortáveis, saudades mais que insistentes.
Lembranças dos que se foram, do que partiu e já não volta.
Um oco que dói vazio, com ar de que nunca existiu.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Debatendo em mim...



Escorrem lágrimas sem gosto do meu rosto,
Entre as luzes de dois tons...
Escorrem dúvidas que derrubam o redor,
No movimento de cair...
Tombando as minhas incompreensões,
No chão de não saber, sem debater...
Como se as soluções estivessem tão distantes
Da vontade de seguir, e descobrir... 
Eu me encolho no conforto que inventei, 
Mas me enganar também faz mal.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Adiante...



Sou só mais um andar sozinho...
Com baldes de lágrimas lavando o caminho,
E uma esperança qualquer a carregar no bolso...
Furado, pro lado errado do avesso de dar certo.

A minha pergunta que não quer calar...
"Como seguir?"

domingo, 1 de dezembro de 2013

De canto...





Como se não fosse domingo...
Eu acho um sorriso tímido no canto da boca,
Pra alarmar covinhas na bochecha,
E enterrar a falta de motivos que tenho...
Como se eu não fosse tão só.