sábado, 7 de dezembro de 2013

Guardados...



Quanto vale a falta?
Abri as malas, joguei nas contas...
Na soma vi que nada tem do que se guarda.
Miragens tão confortáveis, saudades mais que insistentes.
Lembranças dos que se foram, do que partiu e já não volta.
Um oco que dói vazio, com ar de que nunca existiu.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Debatendo em mim...



Escorrem lágrimas sem gosto do meu rosto,
Entre as luzes de dois tons...
Escorrem dúvidas que derrubam o redor,
No movimento de cair...
Tombando as minhas incompreensões,
No chão de não saber, sem debater...
Como se as soluções estivessem tão distantes
Da vontade de seguir, e descobrir... 
Eu me encolho no conforto que inventei, 
Mas me enganar também faz mal.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Adiante...



Sou só mais um andar sozinho...
Com baldes de lágrimas lavando o caminho,
E uma esperança qualquer a carregar no bolso...
Furado, pro lado errado do avesso de dar certo.

A minha pergunta que não quer calar...
"Como seguir?"

domingo, 1 de dezembro de 2013

De canto...





Como se não fosse domingo...
Eu acho um sorriso tímido no canto da boca,
Pra alarmar covinhas na bochecha,
E enterrar a falta de motivos que tenho...
Como se eu não fosse tão só.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Do orgulho...




Não há saudade mais triste do que aquela que mora escondida no orgulho...
Aquela saudade que a gente não deixa dar o braço a torcer.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Outro olhar...



Ela é meio Alice, meio no seu mundo louco...
Ela sou eu, mais do que eu poderia ser,
Por não saber me alcançar.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Horas perdidas...



Por querer me apaixonar
Criei oportunidades infundadas,
No oco de corações vazios...

Pra tentar me perdoar da frieza
Que achei que tinha a carregar comigo,
Na falta de gostar dos outros...

Ao me ver sozinha abracei fantasmas...
Me deleitei em um conforto tão falso,
Quanto os sentimentos que me enganavam...

Só pra dizer a mim mesma
Que esse coração ainda pulsa,
Mesmo errando demais...

Esse coração ainda pulsa, descompassado... 
Tanto quanto meus casos, casos errados,
Tanto quanto eu, lutando para acreditar.

Deixa o amor pra lá, ele que me ache.
Já não lhe procuro nos olhos dos outros,
Já não me engano pra matar a espera.