segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ponto final.



Estou tentando guardar um pouco de você antes do fim...
Ir embora virou uma rotina tão banal 
Que me remete ao tédio do comum.

Mas ainda posso chorar...
Apesar de me acostumar, apesar de me esquecer...
Quase sem sentido esse vazio, 
Mas corrói, quase fácil mais dói.

O amor sempre foi uma carga,
Mais pesada do que posso aguentar...
Não que eu não tenha almejado esse poder, 
Não que minha vontade seja não sentir....

Porém pesada carga vai além 
Do que você pode ser para mim...
Do que posso esperar e receber, 
Do que poderia ser.

Quanto a você? Deixe-me ir em paz.
É o mínimo que tem a me presentear...
Deixar a gentileza do seguir em frente, 
E torcer para que a rapidez tome conta,
Dos resíduos que os pontos deixam nas histórias tristes.

Deixe-me partir assim, sem delongas...
Nunca fui do tipo que pede demais.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Além de mim...



A falta de sentido por vezes é tão significativa,
Que cala qualquer tipo de explicação,
Que se pode doar a dúvida...

Mas é que sinto fome de entender, e estrago o que quer calar.
Pelo simples fato de transcender o que pode ser absorvido...
Pela minha mania de fazer sentido.

domingo, 11 de agosto de 2013

Meu erro...




É minha a mania de debater nesse mundo de ponderações e vírgulas...
Vírgulas essas que você adora acentuar depois de beijos,
Tapas para me acordar, o erro é meu....

Não contruí castelos, mas desmorono,
A cada mera possibilidade de me machucar...
Discuto com meu lado que chamo de forte, me finjo de convencida e sigo.
Intacta, até que se prove o contrário, o erro é meu...

Cansada de jogos e flertes, não sei o que sobra de dois...
Talvez não tenha aprendido diferente do que se pode ser.
Talvez seja só o cansaço do que geralmente é, o erro é meu.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Amor sozinho...




Sempre me sentirei só...
Pelos passos que não souberam correr com os meus.
Deixarei gotas para afogar o adeus,
Dos amores que não foram tão meus.

Das histórias que não prosseguiram,
Das tristezas que me consumiram,
Dos finais que não tiveram ponto,
Dessas férias tão mal planejadas.

Pois foi na falta de leito,
 Que meu amor aprendeu a ser fugaz,
Que meu amor aprendeu a não ter rumo,
Que meu amor se descobriu sozinho,
E ninguém pode acompanhar, o meu amor.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ressaca amorosa....






Me visto pro desconhecido,
Estou a caráter pra prováveis guerras,
Que travo comigo, depois de um adeus.
Um salto nos pés, um pulo pro talvez .

Início de festa, confete que não se acaba...
Um copo, dois corpos, desejos, promessas.
Me afogo no fim, com ar de surpresa.
Pergunto a mim mesma, foi eu que deixei?

Tomando aos goles a desilusão,
Me embrulha o estômago as tais borboletas...
Estou tão cansada desses sentimentos,
Estou de ressaca da palavra amor.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Saudade persegue...



Eu finjo uma fraca memória,
Pra não me perder na lembrança
Dos dias passados. 

Eu jogo a saudade de canto,
Carrego a minha coragem,
Caminho sem olhar pra trás.

Tropeço em meus pensamentos,
Nos rastros que andam em meus passos,
Pedindo pra eu não me esquecer.

Em todo caminho que ando,
Há sempre um pedaço que chama
Seu nome aos meus sentimentos...
Me finjo de surda aos chamados.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O que eu não disse...




Me perco nesse amontoado de palavras que jogo,
Aos ouvidos que me dão ouvidos...
Justificando as minhas loucuras.

Os olhares que me nomeiam,
Que me rotulam, e me entregam
Aos teus olhares.

Me encontro com essas luzes que são do céu,
E me conforto naquele abraço que vem do nada,
Me entorpeço no cheiro de benquerer...
Mas eu tropeço na hora de lhe explicar.

Das tuas juras? Não acredito em quase nada.
Mas os momentos que acolhi naquele ontem,
Não fugirão da minha paz...
Que despertou bem de mansinho, só pra lhe ver.