quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A voz da dor...





Enquanto meu coração bater vou sentir dor,
E talvez depois de parar...
Ainda se escute pelos cantos ecoar 
O resto das dores que não dissolvi,
Debatendo pro tempo calar...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Minhas lacunas...






Se eu tropeçar em meus passos,
E afogar em meu pranto...

Vou debater nos pedaços,
 Juntar os cacos, eu me levanto!


Pela natureza de ser só, aprendi a calar meus soluços...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Toque da Saudade...




Eu tenho lutado para esquecer,
Mas caminha sem lei pelos meu sonhos.
Eu fujo das tuas lembranças,
Se agarram em meus pensamentos,
Por pura vontade de ti.

Já disse que não coração!
Bobagem dos teus sentimentos
Que vivem cismando com ele,
Mas ele não cisma contigo...

Tu chora de lado sozinho
Roendo saudades latentes,
Eu cuido de ti todo instante,
Tentando curar tuas loucuras

Como se eu não tivesse culpa
Dos erros que tu cometeu...
Eu guardo meus medos comigo,
Me finjo de forte pra ti.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Respiro aflito...



A minha calma fugiu de mim,
E não sei onde vou encontrá-la.
Eu me perdi em um desespero
Que me abraça a cada respiro.

Ando em brigas com os sentimentos,
Tentando repreender o meu cansaço
De lutar contra meus medos...

Não é tão fácil quanto parece
E dos meu erros, eu que mais sei...
Mas eu não mando nas minha mágoas.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Triste verso...



Me fez escrever dois breves versos,
Talvez os mais lindos que já escrevi...
Um falava de amor, e o outro?
Triste, triste verso eu dizia...

- Quase sem nome de tão triste.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Pirraça...




Sou uma gota de lágrima, 
Um pedaço de sorriso,
Um tropeço do engano,
Desregrado turbilhão...

Sou sentimento forte
Que bate a fio...
Quase por obrigação,
Que tem de me torturar.

Sou uma briga longa,
Com o passar dos anos...
Sigo por obra do acaso,
Ou do destino...

Não sei bem ao certo
Quem entusiasma,
A levar comigo
Toda essa pirraça.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Entre as luzes...




Eu fui aquela lágrima caindo,
Silêncio esvaindo...
Cálida solidão.

Eu fui o grito forte, que ninguém ouviu.
Eu não tive sorte, nem anjo da guarda
Pra cuidar de mim...

Cultivei o medo de voltar pra casa,
Pelo meu receio de não ter abrigo...
Sempre fui do mundo, eu corri de tudo
Pra sobreviver.

Me virei de lado, do outro, e do lado errado.
Sou gato escaldado, 
Sou esperta assim...

No balancear dessa malandragem,
Vou um pé cá, e o outro segue...
Eu não sei pra onde.