segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Vício duradouro






Você volta, abala minhas estruturas...
É minha droga entorpecente,
Passa o efeito rapidamente, e vai embora...

Na minha mente fica a tristeza...
A solidão e a depressão
São seus efeitos colaterais.

Já não aguento esse vício,e não suporto sua partida.
Quando acostumo com a despedida,
Você retorna a me atormentar.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Meu combate





Vou segurar as palavras, elas pulam em minha garganta.
Já os sentimentos não sei, daqui não querem sair...
São hóspedes inquietos.

Travei uma luta contra mim mesma.
Não vou dizer que é fácil, também não direi que não doí...
Meu coração briga, enquanto a razão revida, o tempo todo...

Bandeira branca... 
Tanta ferida que não estanca, e eu no meio dessa guerra 
Perdida em meus pedaços, na procura de uma cura.

Só não sei pra qual dos lados, pois ambos choram...



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Receita da saudade





Se amanhã a saudade acordar mais fraca,
Vou disfarçar de mansinho
E fechar os olhos de novo.

Até que possa acordar de verdade,
Sem seu cheiro invadindo minha janela
E o tempero virando seu sabor.

Mesmo desandando a receita,
Não me foge da lembrança seu gosto...
O desenho do seu rosto, e os olhos que me enganam.


Meu colo






Tomo decisões contra minha vontade.
Desculpas peço a mim mesma,
Faço isso pro meu próprio bem...

Sou minha mãe, minha filha,
Minha irmã e minha amiga.
Partilho da dor de todas, por todas elas.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Nostalgia




Ah como eu queria voltar no tempo....
Não pra refazer meus feitos, Mas pra matar a saudade...
De tudo que passei até aqui.


domingo, 18 de setembro de 2011

Hoje




Quero fugir pra distante...
Onde aquela doce voz cante,
Melodias de minhas mágoas...

Que não se importe com minhas lágrimas,
Até que elas sanem e se percam em minhas lembranças...
De um tempo que se já passou.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Palavras




Em um relés minuto chega o absurdo...
Palavras pulam da garganta e ferem,
Arranham como bichos de afiadas garras.

Algumas palavras ou o conjunto delas
Deveriam ter a pronúncia proibida,
Do qual nunca na vida nunca poderiam ser ditas.

Mas quando essas cismam em fugir
Não tem santo que segure,
Nem coração que aguente...

Chamem polícia, delegado e todo povo.
Pois me proíbo constantemente
De cair nesse golpe de novo...

E diante de tal promessa
O que peço é muito pouco...
Prendam o rapaz atrevido e o coração tolo.

Que de órgão inocente, 
E enamorado inconsequente...
Estou farta! Não me envolvo.